domingo, 25 de abril de 2010

"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranquilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava provar nada pra ninguém.

Me fiz em mil pedaços pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira.

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto.

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você..."
LEGIÃO URBANA

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sinto como se estivesse mandando mensagens pra lugar algum.
Escrevendo para o nada, e para ninguém...
Converso, apenas, com o desconhecido dessa tela escura.
O cursor, inquieto e instigante, é meu único companheiro.
Pipocando idéias inconstantes... Tolas! Fazem o teclado romper o silêncio e, motivado por meus dedos gelados,escolher letras.
As letras, quando solitárias, são um tanto levianas. Por isso se casam, e cuidadosamente, formam palavras, que se separam e se juntam diversas vezes, tecendo frases. As frases tentam trazer para si algum significado ou sentido.
Mas, até onde sou eu a única a comandar meus dedos quando pulam pelo teclado, formando letras, palavras, frases, significados e sentidos?
"Só sei que nada sei". E minhas palavras, confusas, revezam-se: Ora tornam-se ocas... Ora são feitas de sonhos!




A.M.