sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CALÇANDO HISTÓRIA

O tenentismo, movimento político militar ocorrido nas décadas de 1920 e 1930, é considerado por muitos historiadores como um dos movimentos mais importantes na história brasileira. Certamente já foi escrito e descrito de cabo a rabo, de cor e salteado nos livros de história, porém nunca antes foi contado por um sapato.
Sempre fora um sapato versátil, tendo sido utilizado de tantas maneiras que, por certo, com alguma parte de suas pegadas você vai se identificar.
Calçou os oficiais que se opuseram à República Velha, denunciando a corrupção, a deficiência no sistema educacional público do país e o coronelismo com seu voto de cabresto. Lutou por seus ideais dentre os dezoito do Forte de Copacabana, em cinco de julho de 1922, sob os passos de Eduardo Gomes.
Esteve dos dois lados, calçando tanto Júlio Prestes quanto Getúlio. Nos pés do primeiro passou por tempos mais movimentados, liderando a intentona comunista e tendo gastado sua sola incansavelmente nas marchas de 22 e 24.
Seguindo os passos de Vargas presenciou a implantação do modelo prussiano, o protecionismo do Estado contra importados e o investimento de capital para fortalecer indústrias nacionais. Aliando capital estatal e nacional participou da construção de indústrias, tanto de base como de consumo. Esteve presente na criação do PTB e PSD.
Com a deposição de Vargas permaneceu guardado durante os governos de Dutra e Jango, apenas voltando à ativa em 1950. Porém, em 1954, devido a pressão da oposição, Vargas “sai da vida para entrar na História” e seu fiel par de sapatos acaba descalço, guardando na sola gasta uma vida de memórias.
Hoje, apesar das marcas que o tempo lhe conferiu, permanece um sapato enxuto e, ainda cheio de ideais, trilha os passos de um rabugento professor de história contemporânea.
A.M.
Computador bichado tem lá sua utilidade.
Essa tarde, enquanto descartava alguns
arquivos, me deparei com esse aqui. que escrevi
num momento de observação do sapato velho
de um professor em uma das animadas aulas (rãm-rãm)
de História Contemporânea.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pode até ser medo do presente.
Talvez saudade de algum passado que não passou.
Quem sabe uma pontinha de insegurança ao saltar no futuro desconhecido.
"E antes que eu confunda o domingo com a segunda..."
Uma pausa nostálgica no meio (ou seria o começo?) do caminho...

Tudo isso e nada disso! Apenas amanheceu mais um domingo preguiçoso.
A.M.