sábado, 20 de novembro de 2010

Ela...

Como uma peça da mobília, que com o passar do tempo tornou-se velha.
Perdeu a serventia.
Parada e solitária.
Atravanca o caminho que já fora seu.
Melancólica.
A espera de um tropeço num momento distraído.
Ou um esbarro apressado.
Esperando...
Efêmera vítima do tempo traiçoeiro.
O tempo!
Quem sabe ele não lhe seja novamente parceiro!?
E com o passar do tempo ela, justo ela, possa servir de recosto para algum par de ombros cansados.
A.M.

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